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  • Campanha de sensibilização para a Osteoporose

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    Metade das mulheres de caucasianas com mais de 75 anos sofrem, pelo menos, uma fractura osteoporótica durante a vida! Em todos os países desenvolvidos (Portugal incluído) o número de fracturas tem vindo a crescer mais do que o envelhecimento populacional faria prever. Em Portugal ocorrem 6 a 7 mil fracturas da anca em cada ano (3 mulheres por cada homem) que correspondem a mais de 10% das grandes cirurgias ortopédicas (o tratamento hospitalar de cada uma das quais tem um custo superior a € 5000). Em 20 a 30% dos casos resultam em morte ou invalidez.

    Estima-se que as fracturas associadas à osteoporose custem, anualmente, aos EUA entre 10 e 15 biliões de dólares numa população de cerca de 250 milhões (Melton LJ, 1993; Tosteson A, 2000; NIH Consensus Development Panel on Osteoporosis Prevention, 2001); em França, perto de 3,7 mil milhões de francos(moeda antiga), excluindo as fracturas da coluna, para uma população de 57 milhões (Levy E, 1989). Em Inglaterra e no País de Gales estima-se que a osteoporose custe, anualmente, cerca de 614 milhões de libras(moeda antiga) numa população de 50 milhões (Kanis JA & Pitt F, 1992).

    Em Portugal, para 1994, a Direcção Geral da Saúde estimou a ocorrência de 6.718 fracturas osteoporóticas do colo do fémur, o que correspondeu, em tratamento hospitalar, a cerca de 5,6 milhões de contos (Aroso-Dias A, Vaz C, et al, 1991; Aroso-Dias, 1998).

    De acordo com as previsões da Comissão Europeia, espera-se que o número anual de novas fracturas osteoporóticas da anca, em ambos os sexos na UE, aumente de 414.000, em 2000, para 972.000, em 2050 (aumento de 135%), e, particularmente nas mulheres, que aumente de 326.000 para 742.000 (aumento de 128%) (European Commission, 1998) . Nas mulheres portuguesas, em 1995, estimou-se que tenham ocorrido 4.370 novas fracturas da anca e estimam-se 11.500 para 2050 (European Commission, 1998).

    Relativamente às fracturas osteoporóticas da coluna, estima-se que o número anual prevalente, em ambos os sexos, na UE, aumente de 23,7 milhões, em 2000, para 37,3 milhões em 2050 (57%), e, particularmente nas mulheres, aumente de 14,1 milhões para 22,8 milhões (aumento de 62%) (European Commission, 1998). Nas mulheres portuguesas, em 1995, estimou-se que o número prevalente fosse de 334.000 fracturas da coluna e estimam-se 634.000 para 2050 (European Commission, 1998).

    Segundo as previsões para a UE, a necessidade de internamento por fracturas osteoporóticas da anca e da coluna seria 110% da incidência de fracturas osteoporóticas da anca, considerando a incidência e a duração do internamento hospitalar destas fracturas semelhantes (Johnell O, Gullberg B, et al., 1992; Johnell o, Gullber; B, et al, 1997) e se só 10% dos indivíduos com fracturas da coluna necessitassem de internamento hospitalar. Mas, uma vez que se espera que a taxa de incidência bruta das fracturas da anca aumente mais acentuadamente do que a das fracturas da coluna, foi aceite, posteriormente, um valor de 105% (European Commission, 1998). Na UE, o número de camas hospitalares existentes é de 2,8 milhões, Considerando uma duração média de internamento de 20 dias, estimou-se que a percentagem de camas hospitalares destinadas a indivíduos com estes dois tipos de fracturas irá aumentar de 0,88% (25000 camas) em 2000 para 1,97% (56000 camas) em 2050 (European Commission, 1998).

    A osteoporose é a doença metabólica óssea mais comum nos países desenvolvidos, mas a evolução demográfica e a alteração dos estilos de vida farão dela um problema global de proporções epidémicas (Cooper C, Campion G, et al, 1992), a exigir, desde já, medidas preventivas (Riggs BL & Melton III LJ. 1995).

    Perante este cenário é importante sensibilizar a população para a doença!

    Uma das tipologias mais eficazes de campanha de sensibilização consiste na organização de acções de rastreio com profissionais qualificados. Durante essas acções, e com ajuda de aparelhos específicos para o efeito, é possível não só fazer avaliações de densidade de massa óssea como também explicar resultados obtidos, estabelecer uma correlação entre estes e os factores extrínsecos e intrínsecos que predispõem a doença (como alimentação, pratica de desporto, tabagismo, ingestão de certos medicamentos, etc.), aconselhar, etc.

    Jacqueline Dias Fernandes

    Nutricionista