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Os benefícios das isoflavonas de soja na alimentação actual

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Este artigo descreve o papel das isoflavonas sobre a saúde humana.
Aborda as descobertas científicas nas áreas das doenças crónicas, concretamente na doença cardiovascular, certos cancros, osteoporose e sintomas menopáusicos.
As isoflavonas são os fitoestrogénios mais estudados.
Existe um crescente interesse no estudo da dieta e estilo de vida como factores importantes que podem suportar mudanças significativas.

Há diferenças óbvias entre os padrões alimentares do Ocidente e Oriente, neste último a dieta é reduzida em gordura e rica em fibra comparativamente à maioria das dietas ocidentais.
A cozinha Oriental inclui normalmente, menos alimentos de origem animal relativamente ao Ocidente.
Devido a estas diferenças nos hábitos alimentares, que podem contribuir para as grandes variações nas taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares entre o Oriente e o Ocidente, um crescente número de estudos centram-se nos produtos de soja e nos seus componentes fitoquímicos, nomeadamente, as isoflavonas.

Os componentes bioactivos da soja são: aminoácidos, péptidos, fibra e isoflavonas.
Estes encontram-se de forma natural na proteína da soja e as isoflavonas presentes são: genisteína, daidzeína e gliciteína.
No entanto, é necessário precaução para concluir que os efeitos serão positivos para todas as idades no ser humano.
Os factores sociais e do meio ambiente também actuam de modo crucial. Esta revisão pretende condensar o que se sabe de mais importante sobre as isoflavonas de soja e expor a sua relevância e precauções para a nutrição humana principalmente em populações alvo.
As isoflavonas são hormonas naturais existentes em muitas plantas.

Foram identificados pelo menos 20 compostos em cerca de 300 plantas: alho, salsa, soja, trigo, arroz, feijões, cenouras, batatas, tâmaras, romãs, cerejas, maçãs e no café.
Estes compostos fitoestrogénios são relativamente menos potentes que os estrogénios naturais.
Os mais estudados são as isoflavonas (existentes no feijão de soja e outros legumes) e os lignanos (resultantes da degradação, pela flora microbiana intestinal, de compostos existentes em grãos, fibras, sementes, numerosos frutos e vegetais) e os coumestanos, por sua vez, encontram-se no trevo roxo e nas sementes de girassol, entre outros. (1-3)

Os principais fitoestrogénios são as isoflavonas (genisteína, daidzeína, biochanina A), os lignanos (enterodiol e enterolactona) e os coumestanos (coumesterol). (1-4)
Os fitoestrogénios constituem um grupo de compostos não esteróides que comportam-se como agonistas e antagonistas dos estrogéneos, que têm um papel semelhante ao das hormonas femininas estrogénicas, com uma acção global sobre os diferentes sintomas da menopausa. (5,6)
Os principais fitoestrogénios com importância em nutrição e que podem ter maior peso na saúde humana são as isoflavonas de soja, em que os rebentos de soja apresentam maiores concentrações dessa substância activa.
As isoflavonas são os fitoestrogénios mais estudados.

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