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    Desde os anos 80 que um número crescente de investigações tem confirmado que muitas das doenças mais comuns do século XX estão associadas a uma es­cassez de nutrientes antioxidantes. O papel dos anti­oxidantes é tão importante que a ciência médica está a começar a considerar a presença de qualquer das doenças abaixo enumeradas como um sinal de defi­ciência provável de antioxidantes, tal como escorbuto é um sinal de deficiência em vitamina C.

    Há, portanto, uma correlação entre o baixo consumo de antioxidantes e a elevada incidência de doenças crónicas e poderemos assistir a uma maior incidência destas doenças já que, actualmente, a juventude tem uma maior esperança de vida.

    Doenças provavelmente resultantes de deficiências em antioxidantes

    Ø  Doença de Alzheimer

    Ø  Cancro

    Ø  Doença cardiovascular

    Ø  Cataratas

    Ø  Diabetes

    Ø  Hipertensão

    Ø  Infertilidade

    Ø  Doença peridental (dentes)

    Ø  Infecções das vias respiratórias

    Ø  Artrite reumatóide

    O denominador comum no processo de envelhecimento e nas doenças que lhe estão associadas chama-se lesão oxidativa. Os antioxidantes, são nutrientes que ajudam a proteger o organismo desta lesão por in­termédio da prevenção e tratamento da doença. Os principais protagonistas são as vitaminas A, C e E mais o betacaroteno, precursor da vitamina A que se en­contra na fruta e nos legumes. A sua presença na nossa alimentação e os seus níveis no nosso sangue podem vir a revelar-se o melhor indicador para prevenir a doença.

    O que é um antioxidante?

    O oxigénio é a base de toda a vida vegetal e animal. É o nosso nutriente mais importante, necessário a todas as células. Sem ele, não poderíamos libertar a energia dos alimentos que comanda todos os processos orgânicos. O oxigénio, no entanto, é quimicamente reactivo e altamente perigoso: em reacções bioquímicas normais, o oxigénio pode tornar-se instável e capaz de «oxidar» as moléculas vizinhas. Isto pode conduzir à degeneração celular que poderá desencadear o cancro, inflamação, lesões nas artérias e envelhecimento.

    Chamam-se antioxidantes às substâncias capazes de desarmar os radicais livres. Algumas são nutrientes essenciais conhecidos, como a vitamina A e o betacaroteno, e as vitaminas C e E.

    O equilíbrio entre a nossa ingestão de antioxidantes e a exposição aos radicais livres pode ser literalmente o equilíbrio do nosso corpo. É possível pôr a balança a pender a nosso favor por intermédio de modificações simples na nossa dieta rica em antioxidantes.

    Os antioxidantes também ajudam a estimular o sistema imunitário e aumen­tam a resistência à infecção. Nas crianças, um suplemento regular de vitamina A reduz significativamente as infecções das vias respiratórias. Aumentam a fertilidade, reduzem a inflamação na artrite e desempenham um papel fundamental em muitos estados como as constipações e a síndrome de fadiga crónica.

    As fontes endógenas de antioxi­dantes incluem a respiração normal, fagocitose, as enzimas do citocromo P450 e os peroxissomas. A oxida­ção dos ácidos gordos causa libertação de peroxissomas que podem causar dano oxidativo.

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